Lisboa tem um poder curioso: ela faz você reparar em coisas que, teoricamente, não têm nada demais. Como…portas. Sim, portas.
Só que lá, cada porta parece ter decidido quem quer ser na vida. Tem a porta tímida (quase pedindo desculpas pela existência), a porta dramática que escolheu um vermelho que ninguém mais teria coragem, a porta com azulejos em volta fazendo tudo por ela, a porta que range, mas com charme extra e a porta que claramente já se aposentou, mas continua na ativa porque alguém esqueceu de avisar.
O mais engraçado é que, andando pelas ruas, você percebe que as portas de Lisboa não estão preocupadas em impressionar ninguém. Elas simplesmente existem. E talvez por isso sejam tão boas de observar.
É arquitetura cotidiana funcionando sem esforço…madeira gasta, ferragens improváveis, números desalinhados e aquele sol português que melhora qualquer fachada sem pedir nada em troca.
Lisboa tem portas que flertam com você.






