Vamos tomar um café?

É difícil encontrar outra frase que consiga pedir uma hora da vida de alguém com tanta delicadeza. Quando alguém faz esse convite, quase nunca a conversa continua assim: – Que

Aos poucos, o silêncio mudou de lugar

Andar alguns minutos sem estímulo nenhum começou a parecer mais raro do que deveria. Não chega a ser exatamente cansaço, nem descanso. É outra coisa, uma vontade discreta de diminuir

A pequena arte de não preencher tudo

Alguns minutos perderam o costume de ficar vazios. Ainda existem aqueles poucos instantes em que nada acontece e ninguém sente necessidade imediata de transformar isso em alguma coisa útil? Durante

A mesa que não estava pronta para a foto

Alguma coisa mudou nas mesas e não foi a louça, elas parecem menos interessadas em estar impecáveis. O prato não faz conjunto, mas foi escolhido porque alguém gosta dele. O

A criação anda melhor quando ninguém tenta dirigir

Alguns livros ensinam, alguns organizam, outros simplesmente tiram peso de cima das coisas. O Ato Criativo não parece interessado em transformar ninguém em um artista melhor, ele só lembra que

A estética do “eu conheço um lugar”

Existe uma categoria especial de recomendação que se resume em quatro palavras mágicas: “eu conheço um lugar”. E aí você já entende que dificilmente vem algo óbvio, porque ninguém usa

O ritual do primeiro café da manhã fora de casa

Existe um tipo de manhã que começa antes do relógio e costuma envolver sair de casa para tomar o primeiro café em outro lugar. Não é sobre fome. E definitivamente

O poder secreto dos objetos que guardam ideias

Existe uma categoria especial de objetos que funciona como cofres, mas não de dinheiro, e sim de possibilidades. Um caderno Moleskine, por exemplo. Ele nem precisa estar preenchido para começar