A criação anda melhor quando ninguém tenta dirigir

Alguns livros ensinam, alguns organizam, outros simplesmente tiram peso de cima das coisas.

O Ato Criativo não parece interessado em transformar ninguém em um artista melhor, ele só lembra que criar não é provar nada, nem chegar a lugar algum. É prestar atenção.

Atenção no que volta, no que insiste, no que aparece quando você não está tentando produzir algo relevante.

Em vez de fórmulas, o livro fala de disponibilidade, de silêncio interno, de deixar espaço para que a ideia chegue do jeito dela e não do jeito que a gente gostaria que fosse.

Talvez por isso ele provoque mais do que explique, porque criar, no fundo, não tem muito a ver com saber fazer, tem a ver com não atrapalhar.

Não atrapalhar o processo com expectativa demais.
Não atrapalhar a intuição com controle excessivo.
Não atrapalhar a ideia com a pressa de terminar.

É quase um lembrete gentil: você não precisa controlar a criação, ela já está em movimento.

ps: O Ato Criativo, de Rick Rubin 

Escultura ou Entrada?

Em Nápoles, quem chega à estação Monte Sant’Angelo encontra uma enorme estrutura de aço de aparência enferrujada, de contornos irregulares, que parece sair do chão.

Não era assim que eu imaginava

Durante cinco anos, Poppy e Alex não tiveram um rosto oficial. Quem leu De Férias com Você, de Emily Henry, precisou imaginá-los por conta própria:

Essa história eu já contei?

Depois das férias, você encontra alguns amigos e conta do restaurante em que parou por engano, da conversa com um desconhecido e da situação constrangedora