Num mundo que te empurra para decidir, responder, postar, justificar, entregar…pensar devagar virou quase um ato revolucionário. Elegante, silencioso e bem mais necessário do que parece.
Pensar devagar é escolher o ritmo, é olhar para uma ideia como quem observa uma xícara de café esfriar, sem pressa, com curiosidade e com um certo respeito pelo tempo das coisas.
É respirar antes de concluir, é trocar o “preciso entender agora” por um “deixa maturar um pouquinho”, é dar ao pensamento o espaço que ele merece e não o espaço que o algoritmo gostaria que você desse.
E o mais engraçado é que, quando a gente desacelera por dentro, o mundo continua acontecendo, só que acontece de um jeito mais claro, mais fluido e com mais sentido. Talvez esse seja o verdadeiro luxo contemporâneo, um pensamento que não corre e, mesmo assim, chega.
Algumas ideias só brilham quando têm tempo.



