Uma fachada na medida do vinho

Imagina você parado diante de um dos imponentes palazzi de Florença, com suas janelas altas e grandes entradas, olhando para uma pequena abertura na parede que, à primeira vista, não faz muito sentido.

Essa imagem se repete nas fachadas de antigos palazzi associados a famílias nobres florentinas que, além de viverem na cidade, produziam vinho em suas propriedades agrícolas. O vinho migrava do campo para as adegas, e era vendido diretamente para quem estava na rua.

Em vez de criar uma loja no térreo do palazzo, com entrada, espaço para clientes e balcão, a solução foi menor e muito mais original: abrir um pedaço de parede na altura de uma pessoa e colocar uma portinhola de madeira.

As buchette del vino eram pequenos pontos de venda incorporados à própria fachada, verdadeiras botteghe in miniatura. Algumas tinham cerca de 23×36 centímetros, dimensão suficiente para a passagem do tradicional fiasco toscano, um recipiente de vinho de corpo arredondado e revestido de palha.

A compra acontecia quase como um “ritual”, mas sem que o cliente precisasse entrar no palazzo. Ele chegava com seu fiasco vazio, avisava que estava na porta ao bater no picchiotto, pequeno batedor, entregava pela abertura a garrafa vazia e o pagamento, e logo depois, recebia cheia de vinho novamente.

Atualmente, caminhando pelas ruas de Florença, ainda é possível encontrar as pequenas aberturas nas fachadas. Algumas estão fechadas e passam quase despercebidas, enquanto outras foram restauradas e seguem em pleno funcionamento, servindo vinho, gelato e outros produtos diretamente para quem está na rua.

bastidores: no Palazzo Viviani della Robbia, a buchetta ainda conserva ao lado sua antiga placa de funcionamento. Os horários de venda do vinho mudavam conforme a época do ano.

Escultura ou Entrada?

Em Nápoles, quem chega à estação Monte Sant’Angelo encontra uma enorme estrutura de aço de aparência enferrujada, de contornos irregulares, que parece sair do chão.

Não era assim que eu imaginava

Durante cinco anos, Poppy e Alex não tiveram um rosto oficial. Quem leu De Férias com Você, de Emily Henry, precisou imaginá-los por conta própria:

Essa história eu já contei?

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