O Faz Frio parece um restaurante perfeito para marcar um almoço, mas basta sentar à mesa para surgir a sensação de que ele foi feito para encontros.
A primeira impressão costuma ficar com o que normalmente ocupa a atenção em um restaurante: as mesas, os pratos que atravessam o salão, o movimento constante de quem chega, almoça e volta para o resto do dia.
Uma passagem leva a outra, uma sala revela mais algumas mesas. O olhar atravessa divisórias, encontra novos ambientes e descobre que o espaço não termina exatamente onde parecia terminar.
As fotografias antigas contam uma parte da história…os gabinetes nasceram no tempo em que certos encontros precisavam acontecer com discrição. Décadas passaram, Lisboa mudou, o restaurante atravessou gerações e os espaços permaneceram ilesos e em plena atividade.
Até hoje os gabinetes fazem parte da refeição com a mesma naturalidade das mesas do salão, onde algumas pessoas preferem acompanhar o movimento do restaurante e outras atravessam uma divisória para continuar a conversa poucos metros adiante, dentro do mesmo lugar.
O detalhe mais interessante do Faz Frio não é que os gabinetes sobreviveram.
É que continuam fazendo parte das refeições.
p.s. entre os detalhes que atravessaram o tempo estão os gabinetes privados. Algumas conversas aparentemente continuam preferindo não dividir a mesa com o restaurante inteiro.





