Existe uma categoria especial de objetos que funciona como cofres, mas não de dinheiro, e sim de possibilidades.
Um caderno Moleskine, por exemplo. Ele nem precisa estar preenchido para começar a contar uma história. Basta existir.
É curioso como certos objetos parecem carregar uma expectativa silenciosa. Você pega o caderno, sente a textura, abre a primeira página… e existe ali um mini suspense: “ok, o que eu vou colocar aqui que ainda não existe no mundo?”
E o mais engraçado é que, na prática, ninguém precisa de um Moleskine para anotar nada. Qualquer bloco de notas serviria, mas não é sobre isso, é sobre o ritual, essa sensação de que algumas ideias chegam com mais elegância quando têm onde pousar.
O mesmo vale para o lápis que sempre está apontado, a caneta preferida que nunca falha, o marca-texto que decide a paleta do seu semestre e aquele post-it que começa uma revolução silenciosa na sua mesa.
Esses pequenos objetos têm uma espécie de “gravidade criativa”. Eles puxam você para o mundo das ideias com a delicadeza de quem acende um abajur.
E talvez seja exatamente por isso que funcionam…porque lembram que criatividade não é sobre grandes momentos, mas sobre pequenas ferramentas que fazem você acreditar que agora vai. Essa sensação deliciosa de que qualquer detalhe pode ser o começo de uma ideia genial.
ps: se quiser ver como eles transformam um simples caderno em objeto de desejo: https://www.moleskine.com/
Alguns objetos não guardam ideias, guardam coragem.



