A criação anda melhor quando ninguém tenta dirigir

Alguns livros ensinam, alguns organizam, outros simplesmente tiram peso de cima das coisas.

O Ato Criativo não parece interessado em transformar ninguém em um artista melhor, ele só lembra que criar não é provar nada, nem chegar a lugar algum. É prestar atenção.

Atenção no que volta, no que insiste, no que aparece quando você não está tentando produzir algo relevante.

Em vez de fórmulas, o livro fala de disponibilidade, de silêncio interno, de deixar espaço para que a ideia chegue do jeito dela e não do jeito que a gente gostaria que fosse.

Talvez por isso ele provoque mais do que explique, porque criar, no fundo, não tem muito a ver com saber fazer, tem a ver com não atrapalhar.

Não atrapalhar o processo com expectativa demais.
Não atrapalhar a intuição com controle excessivo.
Não atrapalhar a ideia com a pressa de terminar.

É quase um lembrete gentil: você não precisa controlar a criação, ela já está em movimento.

ps: O Ato Criativo, de Rick Rubin 

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